Barragem de Juturnaíba

A Lagoa de Juturnaíba, situada entre os municípios de Araruama e Silva Jardim, é considerada por muitos como um santuário ecológico. Suas águas banham a Reserva de Poço das Antas, principal responsável pela sobrevivência e preservação do mico-leão dourado, no que resta de Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Ela responde, também, pelo abastecimento de água de toda a Região dos Lagos.

Outros, porém, preferem ver a lagoa como uma fonte de lazer e diversão pela diversidade de peixes ali encontrados. A lagoa é pontilhada por pequenas ilhas que fazem dela um viveiro excepcional de espécies nativas como traíras, bagres, sairús, piaus, piabanhas e cascudos. A esse atrativo rol, veio somar-se recentemente o tucunaré".

"A pesca amadora requer licença do Ibama, para evitar multa e apreensão de material. É fácil obter-se via internet e as taxas podem ser pagas nas redes bancárias e de casas lotéricas", informa Jurema da Conceição, presidente da Associação de Pescadores da Lagoa de Juturnaíba. Segundo ela, outro impeditivo é a pesca na época do defeso (desova dos peixes) e o uso de isca viva − piabas, paratis e outras espécies − que pode causar desequilíbrio ecológico.

Mas há quem prefira frequentar a Lagoa de Juturnaíba só para observar a natureza esfuziante. É comum, ao caminhar por suas margens, encontrar rastos de capivara e tatu. A aldeia de pescadores conta com duas modestas pousadas, com apartamentos simples e suítes, todos com ventilação de teto, frigobar e televisão. O custo médio é de R$ 40,00 (suítes) e R$ 25,00 (simples) e as refeições (R$ 8,00/pessoa) são feitas nos bares e restaurantes da orla da lagoa. O aluguel de traineira para passeio é combinado na hora, por número de pessoas, e o uso de barcos para a pesca custa R$ 80,00 (6 horas) e R$ 130,00 (12 horas).

Mas esse paraíso está ameaçado. A vida em Juturnaíba, que já foi considerada mal-assombrada pelos índios tamoios (Juturnaíba, corruptela de yuturutunhã-y(ba) − o rio das corujas), pode morrer (pode acabar) por inúmeros fatores de poluição: esgoto sem tratamento, defensivos agrícolas e agentes químicos usados para tornar potável a água da lagoa (tornar a água potável). "O que salva a lagoa é a grande vazão dos rios que a abastecem", ensina o pescador Douglas.

No século XIX, o município de Silva Jardim, onde a lagoa está localizada, viu terminar a prosperidade do ciclo do café e sofreu uma praga de gafanhotos que dizimou as plantações restantes. No início do século seguinte, a gripe espanhola que grassou no país na metade do século 20 e levou à morte famílias inteiras.

Fonte: rodoviadoslagos.com.br

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